Na última década, de uma advocacia predominantemente local, passamos para um advocacia global, com fortíssima presença nos PALOP, em especial em Angola, mas também nos novos colossos, como a China. Acompanhando essa evolução, lançaremos um Advocatus Business Guide Angola.

O Advocatus Business Guide 2014 espelha, mais uma vez e de forma cristalina, a evolução da nossa advocacia.

Podemos selecionar três características desta evolução, a saber, a globalização, especialização e recrudescimento da importância dos Departamentos Jurídicos Internos.

Todas elas são refletidas neste guia.

Na última década, de uma advocacia predominantemente local, passamos para um advocacia global, com fortíssima presença nos PALOP, em especial em Angola, mas também nos novos colossos, como a China.

Acompanhando essa evolução, lançaremos um Advocatus Business Guide Angola.

Por outro lado, assiste-se a um recrudescimento da importância dos departamentos jurídicos internos.

Assistiu-se, duas décadas atrás, a uma massiva externalização das necessidades jurídicas das empresas. Tal correspondia a uma visão do Advogado como componente externa à atividade corrente da empresa e à concentração do quadro da empresa apenas no seu core-business. Esta visão tem vindo, progressivamente, a alterar-se. A assessoria jurídica a ser uma componente cada vez mais fundamental no quadro da gestão corrente da empresa, tendo as decisões tomadas a integração de múltiplas perspetivas, incluindo a jurídica.

Essa realidade não aniquila ou torna antagónicos os advogados de empresa e os advogados externos.

Tratam-se, antes, de realidades complementares em que aqueles são o elemento decisor da contratação dos segundos.

É interessante que, no seu artigo, Vítor Marques Moreira sublinhe a importância do advogado de empresa no conhecimento da cultura, estratégia e objetivo da estrutura onde está inserido.

Diria que podemos ir mais além. Esse conhecimento e integração dentro da realidade e objetivos do cliente deve ser uma valência de qualquer advogado, seja de empresa ou externo.

Para o Advogado não basta, mas é elemento basilar, um conhecimento técnico profundo da lei e da sua aplicação.

São necessárias mais valências que lhe permitam ter uma abordagem multifacetada e global dos assuntos que lhe são cometidos.

Entre outras, é necessário praticar aquilo a que os anglo-saxónicos designam por “Inclusive Thinking”.

Transcrevo, por serem lapidares, as palavras de Arin N. Reves “Practicing law in the 21st century means practicing law with increasing diverse clients who have increasingly diverse problems in increasingly diverse markets in front of increasingly diverse juries and judges” .

Nem sempre será fácil integrar estas valências na prática do dia a dia sobretudo quando, no acrónimo, engraçado, que nos traz aquele autor “STUFF”(Stress, Time constraints, Uncertainty, Fear and/or Fatigue) está sempre presente.

Mas é determinante complementar um conhecimento cada vez mais especializado de determinada área do direito com uma visão compreensiva, diríamos de 360º, da realidade. Só assim se poderão acompanhar as novas exigências e necessidades dos clientes, elevando a advocacia a novos, e mais exigente, patamares de excelência. O Advocatus cá estará para acompanhar estas novas realidades.

1 . In “Inclusive Thinking”, estudo publicado no Livro “Essential Qualities of The Professional Lawyer”

Essential Qualities of the Professional Lawyer
Quais são as qualidades essencias que definem a advocacia como profissão? E o advogado como profissional? Paul A. Haskins, Senior Councel do Center for Professional Responsibility da American Bar Association, organizou esta edição que conta com um conjunto amplo, diversificado e compreensivo de estudos que procura responder a essa questão. É uma edição da ABA de 2013.